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Novos produtos da cana atraem empresas

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17/02/2012 - 08:42h

Por isso, a diversidade de produtos feitos da cana preocupa especialistas do setor

Por isso, a diversidade de produtos feitos da cana preocupa especialistas do setor

Os canaviais brasileiros estão despertando o interesse de gigantes do agronegócio, em busca da matéria-prima para fazer novos produtos, além do etanol e do açúcar.
Bunge, Dow Chemical e ETH Bioenergia, por exemplo, querem a cana-de-açúcar para fabricar óleos para as indústrias química, petroquímica, de cosméticos, alimentos e biopolímeros.
Segundo as empresas, esses produtos são mais rentáveis do que açúcar e álcool.
O investimento em novos produtos permitiria às usinas equilibrar custos de operação na queda do preço do etanol, diz Walfredo Linhares, gerente da Solazyme no Brasil.
De olho nisso, a holandesa Bunge deve formar ainda neste ano uma joint venture com a norte-americana Solazyme. O objetivo é produzir anualmente cem toneladas de óleo a partir da cana.
Com investimentos em torno de R$ 200 milhões, a usina deve entrar em operação no ano que vem -uma das unidades da Bunge cotadas para isso é a de Orindiúva, a 524 km de São Paulo.
"[Com a nova tecnologia] Você vende um produto que tem maior valor agregado a partir da mesma matéria-prima", afirma Linhares.
A norte-americana Dow Chemical desenvolve no Brasil projeto em cana para fazer ácidos orgânicos, tintas e aditivos a partir do açúcar.
"O açúcar é uma matéria-prima com custo atrativo no Brasil. Por isso, o investimento é muito viável", diz John Biggs, líder em P&D (pesquisa e desenvolvimento) da Dow para a América Latina.
Já a ETH pretende aplicar R$ 250 milhões em cinco projetos de inovação -três deles para a fabricação de biopolímeros e resinas, que servem para fabricar plásticos.
Além dessas três empresas, outras 14 conseguiram financiamento no BNDES para desenvolver pesquisas e fabricar novos produtos a partir da cana-de-açúcar.
QUEBRA DA CANA
A aposta em novos produtos a partir da cana ocorre num momento em que falta a matéria-prima no país, o que vem afetando o fornecimento de açúcar e álcool.
Até fevereiro, as usinas do centro-sul processaram 13,19% abaixo da expectativa, diz a Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar).
Por isso, a diversidade de produtos feitos da cana preocupa especialistas do setor.
Marco Fava Neves, professor da FEA/USP de Ribeirão Preto (313 km de SP), diz que, se não houver expansão da área plantada, o fornecimento será mais comprometido.
"Hoje, o investimento em inovação supera o feito em expansão de área e produtividade dos canaviais", diz.
As empresas empenhadas nos projetos dizem que não faltará cana. No caso da Solazyme, a necessidade de cana para a produção de óleo está prevista no plano de expansão da parceira Bunge. A Dow Chemical fornecerá a matéria-prima por meio de terras arrendadas.
fonte: Folha de S.Paulo

Os canaviais brasileiros estão despertando o interesse de gigantes do agronegócio, em busca da matéria-prima para fazer novos produtos, além do etanol e do açúcar.


Bunge, Dow Chemical e ETH Bioenergia, por exemplo, querem a cana-de-açúcar para fabricar óleos para as indústrias química, petroquímica, de cosméticos, alimentos e biopolímeros.


Segundo as empresas, esses produtos são mais rentáveis do que açúcar e álcool.
O investimento em novos produtos permitiria às usinas equilibrar custos de operação na queda do preço do etanol, diz Walfredo Linhares, gerente da Solazyme no Brasil.


De olho nisso, a holandesa Bunge deve formar ainda neste ano uma joint venture com a norte-americana Solazyme. O objetivo é produzir anualmente cem toneladas de óleo a partir da cana.


Com investimentos em torno de R$ 200 milhões, a usina deve entrar em operação no ano que vem -uma das unidades da Bunge cotadas para isso é a de Orindiúva, a 524 km de São Paulo.


"[Com a nova tecnologia] Você vende um produto que tem maior valor agregado a partir da mesma matéria-prima", afirma Linhares.


A norte-americana Dow Chemical desenvolve no Brasil projeto em cana para fazer ácidos orgânicos, tintas e aditivos a partir do açúcar.


"O açúcar é uma matéria-prima com custo atrativo no Brasil. Por isso, o investimento é muito viável", diz John Biggs, líder em P&D (pesquisa e desenvolvimento) da Dow para a América Latina.


Já a ETH pretende aplicar R$ 250 milhões em cinco projetos de inovação -três deles para a fabricação de biopolímeros e resinas, que servem para fabricar plásticos.
Além dessas três empresas, outras 14 conseguiram financiamento no BNDES para desenvolver pesquisas e fabricar novos produtos a partir da cana-de-açúcar.
QUEBRA DA CANAA aposta em novos produtos a partir da cana ocorre num momento em que falta a matéria-prima no país, o que vem afetando o fornecimento de açúcar e álcool.


Até fevereiro, as usinas do centro-sul processaram 13,19% abaixo da expectativa, diz a Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar).
Por isso, a diversidade de produtos feitos da cana preocupa especialistas do setor.
Marco Fava Neves, professor da FEA/USP de Ribeirão Preto (313 km de SP), diz que, se não houver expansão da área plantada, o fornecimento será mais comprometido.


"Hoje, o investimento em inovação supera o feito em expansão de área e produtividade dos canaviais", diz.


As empresas empenhadas nos projetos dizem que não faltará cana. No caso da Solazyme, a necessidade de cana para a produção de óleo está prevista no plano de expansão da parceira Bunge. A Dow Chemical fornecerá a matéria-prima por meio de terras arrendadas.


fonte: Folha de S.Paulo

 

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