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Investimentos e Sustentabilidade
O compromisso com a sustentabilidade que o setor sucroenergético sempre demonstrou ganha agora novo reconhecimento mundial: uma das usinas do Grupo Raízen (Cosan), localizada no interior paulista, foi a primeira empresa do setor a receber a certificação internacional emitida pelo Bonsucro, um fórum global sediado em Londres formado por produtores, traders, redes varejistas, empresas e investidores que discutem o melhoramento contínuo da produção da cana-de-açúcar. O certificado atesta a conformidade da agroindústria canavieira com os padrões internacionais recomendados. Estes padrões estabelecem princípios e critérios socioambientais para as regiões de cultivo de cana em todo o mundo. Outras usinas brasileiras já estão no mesmo caminho e se esforçam para atingir os indicadores.
O compromisso com a sustentabilidade socioambiental é apenas um pilar da atividade. Na pauta diária das empresas, existe um detalhado planejamento de expansão da produção para atender aos mercados interno e externo, cuja demanda por fontes de energia renovável é cada vez maior.
Estima-se que o Brasil terá que construir, até 2020, 150 unidades produtoras de açúcar, etanol e energia para suprir uma necessidade de moagem de 400 milhões de toneladas de cana além do que se processa hoje (cerca de 620 milhões de toneladas). Segundo a Unica – União da Indústria de Cana-de-Açúcar, este é o montante ideal para garantir abastecimento na próxima década, o que exigirá investimentos da ordem de R$ 80 bilhões.
Um incremento necessário. Afinal o setor sucroenergético responde por grande parte do superávit da balança comercial brasileira e contribui com a diversificação da matriz energética nacional.
Leila Alencar Monteiro de Souza
Diretora-presidente da Biocana


