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Etanol: desafios e investimentos
A força do setor sucroenergético brasileiro e o seu bom desempenho na economia ficaram, mais uma vez, evidentes no último mês de abril. De acordo com dados do Ministério da Agricultura, o segmento foi responsável por 10,6% do total de exportações do agronegócio, ocupando a terceira posição no ranking de vendas externas por produtos. Outra boa notícia veio relatório do Caged que apontou a indústria de transformação – em que está inserida a atividade produtiva de açúcar e etanol - como a segunda maior empregadora do país no período, com mais de 51 mil novos postos formais de trabalho preenchidos.
Este cenário positivo é resultado da evolução pela qual passou o setor nos últimos anos. Acrescente-se a isso a demanda nacional e internacional por combustíveis limpos e renováveis em constante ascendência. De acordo com especialistas no setor, a expectativa é que, para atender as necessidades dos consumidores nos próximos nove anos, o Brasil terá que produzir 53,6 bilhões de litros de etanol – atualmente a produção é de 16 bilhões de litros. Para isso, o investimento necessário para a construção de novas usinas e na expansão agrícola é da ordem de US$ 62 bilhões.
Estamos diante de um grande desafio e, neste momento, a pergunta que se faz é: como atingir patamares tão audaciosos? Uma das alternativas seria a adoção de políticas públicas que facilitem o acesso a crédito para investimentos e desenvolvimento de novas tecnologias. O setor também demanda de uma redução da carga tributária, além da otimização do sistema de transporte e logística para incrementar o desenvolvimento sustentável e a consolidação da já reconhecida experiência brasileira do etanol na matriz energética.
Leila Alencar Monteiro de Souza
Diretora-presidente da Biocana
leila@biocana.com.br


