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A vez da bioeletricidade
Atualmente, a demanda por fontes de energias renováveis e de baixo carbono é uma constante, principalmente, em razão das mudanças climáticas. O mundo busca alternativas para melhorar o meio ambiente e, neste contexto, o Brasil assume posição de vanguarda, impulsionado, sobretudo, pelo grande potencial energético originário da agroindústria canavieira.
Segundo estimativas do Plano Decenal de Expansão do governo federal, haverá aumento de 56% na oferta de energia elétrica no país até 2020. Grande parte da geração será oriunda de fontes renováveis, como a produzida a partir da queima do bagaço da cana-de-açúcar, que deverá expandir sua capacidade em 58%.
A estimativa é de que a bioeletricidade atinja 13 mil MW médios - número suficiente para abastecer 20 milhões de brasileiros, o que corresponde a três usinas hidrelétricas com capacidade igual à de Belo Monte. Somente no ano passado, o Brasil economizou 4% de água nos reservatórios do Sudeste e Centro-Oeste no período de estiagem, impulsionado pela cogeração a partir da cana-de-açúcar.
Além da diversificação da matriz energética brasileira, a atividade canavieira segue como uma locomotiva tecnológica e empreendedora no que diz respeito ao desenvolvimento sustentável para milhões de trabalhadores em todo o país. Um papel histórico para o crescimento do Brasil e favorável à balança comercial brasileira.
Leila Alencar Monteiro de Souza - Presidente da Biocana
Associação de Produtores de Açúcar, Etanol e Energia


